19 de outubro de 2016

Fazenda australiana dá chocolate para vacas Wagyu

1 ano atrás

O gerente da fazenda Mayura Station, de 171 anos, Scott De Bruin, quer que todos saibam que suas vacas estão comendo o que ele chama somente de “the best”: o chocolate de Cadbury, junto com ursinhos de goma e outros ingredientes. “Uma vaca feliz é uma boa vaca”, disse ele.

De Bruin acredita que o termo “Wagyu” está sendo utilizado demais nos cardápios e sua companhia está simplesmente renomeando seus produtos como “Mayura beef”. No geral, o termo “Wagyu” se tornou muito genérico, o que não favorece os fornecedores no sentido de retransmitir as diferentes qualidades da carne disponível, disse o distribuidor da Mayura, Jason Lo. pastoral-grain-feeding

“Todos começam tentando lucrar usando o nome”, disse ele, que é diretor gerente da Waves Pacific. “De minha perspectiva, como distribuidor, isso me prejudica. Porque estamos trazendo produtos com qualidade premium, mas as pessoas os compararão pelo preço”.

De Bruin cita seus concorrentes na Austrália, onde ele disse que cerca de 90% da carne Wagyu vem de animais cruzados que teriam preços menores no mercado, como os da carne Angus.

“É muito mais barato fazer cruzamento e cruzar com outra raça. Na verdade, isso provavelmente reduz o custo pela metade”, disse ele. A companhia queria capitalizar sobre o fato de que “nós realmente produzimos Wagyu 100% puro”.

Para uma fazenda de 1845, a decisão de mudar do nome globalmente conhecido “Wagyu” é uma ação de marketing relativamente ousada. Mayura espera “sair do rebanho” e produzir “algo que possa ser diretamente atribuído à nossa marca”.

Fornecer chocolate às vacas não é algo particularmente novo. Os produtores se voltaram aos doces no passado para ajudar a manter os custos baixos em meio a altos preços do milho e os doces também se tornaram alimentos de vacas leiteiras, que usaram isso para aumentar a quantidade de gordura do leite.

Porém, De Bruin disse que seu regime – que envolve fornecimentos semanais de 10 toneladas de chocolate – tem alguns ingredientes secretos e, no geral, eleva seus custos em cerca de 25%.

“Incluir isso de verdade na alimentação é realmente caro para nós. É mais caro do que fornecer milho. Então, para nós, não se trata de reduzir custos ou produzir de forma mais econômica. Trata-se de produzir um item que se distingue pelo sabor”.

Para otimizar o alimento, De Bruin disse que consultou o criador de Wagyu que vende à Mayura Station seu gado, um japonês que ele chama de Takeda-san. “Um desses ingredientes fica geograficamente longe de onde nossa fazenda está localizada e é muito difícil de comprar. Muitos ingredientes similares são encontrados em uma barra de Cadburys”.

Cerca de seis meses depois, os clientes estão falando a De Bruin que sua carne tem um sabor realmente único. “É muito diferente não somente da carne bovina normal, mas de outros Wagyu que estão no mercado”, as pessoas dizem a ele.

Os testes de sabor, é claro, são sempre subjetivos, mas até agora, a carne de animais alimentados com chocolate ganhou a aprovação de chefs premiados e clientes mudaram o “Wagyu” de seu cardápio, incluindo o Four Seasons Hotel e o 8 ½ Otto e Mezzo Bombana.

“Essa carne é, de longe, a melhor do mercado”, disse Shane Osbonr, chef com duas estrelas Michelin que começou seu próprio restaurante. “Quando as pessoas vêm em restaurantes como o Arcane, e veem a carne Mayura no cardápio, elas compram e consistentemente dizem que trata-se de uma das melhores carnes que já comeram”.

Seus clientes têm tanta capacidade de discernimento, disse De Bruin, que eles até notaram uma vez quando ele mudou o chocolate para criar uma carne mais cor de rosa e marmorizada. mayra-1

“Visualmente, ficou bom”, disse ele, “mas cerca de dois meses depois, começamos a receber ligações dos clientes dizendo, ‘O que você fez? A carne não tem mais o mesmo sabor’. Começamos a receber queixas de nossos clientes”.

De Bruin classifica essa mudança na marca como uma oportunidade para anunciar um produto mais consistente – e para ajudar a estabilizar os preços. Ele disse que, no momento, a demanda excede a produção.

A fazenda, que atualmente processa cerca de 100 cabeças de gado por mês – números de “butique”, comparado com outros produtores – está planejando aumentar a produção em dezembro, disse De Bruin. Nos próximos dois anos, a Mayura Station dobrará sua produção atual para cerca de 50 toneladas de carne bovina por mês.

Matéria original: BeefPoint

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